La mia casa è il pianeta Terra
di Márcia Theóphilo
Non da te, ma dal tempo sarò divorato
Ma io ti divorerò, non il tempo
Una flora pelosa, un verde manto
È il pianeta Terra da me abitato.
Il bosco è vasto, gli alberi parlano
parlano gli animali e il vento agitato.
Acque, polline, semi proliferano.
Tu re del mondo un giorno sarai divorato.
I denti di giaguaro in filo spinato
Ti attraverseranno la gola e morirai
Per i tuoi crimini sarai divorato
Massa scarnificata mollemente.
Ma tu natura ad Orfeo obbedirai:
pioggia inversa salirà costantemente.
(Per "Le sonnet des Amériques", Québec, 20/04/2001)
A minha casa é o planeta Terra
Não por ti, mas pelo tempo serei devorado
Mas eu te devorarei, não o tempo.
Uma flora pelosa , um verde manto
é o planeta Terra por mim habitado.
O bosque é vasto, as arvores falam
falam os animais, com o vento agitado.
As águas o pólen, as sementes proliferam
Tu rei do mundo, um dia serás devorado.
Os dentes de jaguar de arame farpado
atravessar-te-ão a garganta e morrerás
pelos teus mesmos crimes serás condenado.
Massa descorporificada molemente.
Natureza ao Orfeu obedecerás
E a chuva inversa subiré constantemente.
Márcia Theóphilo
(para o "Le Sonnet des Amériques, Québec 20/04/2001)
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